quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dois artigos interessantes sobre o Brasil - "El País" y "La Vanguardia"

"Ya es mañana en Brasil"

No mesmo dia em que o Ministério do Trabalho anunciou a criaçao record de empregos formais nos primeiros cinco meses do ano (mais de um milhao), dois artigos publicados na mídia espanhola tratam desse bom momento vivido pelo Brasil. Vale a pena ler os dois.

O primeiro é do Jornal El País e foi escrito por um editor do "The Economist". Em alusao àquele famoso mote de que "o Brasil é o país do futuro", o artigo apresenta o título "Já é amanha no Brasil". Acesse aqui.

O segundo artigo é do Jornal La Vanguardia, assinado pela jornalista Lorena Farras, e intitula-se "El azúcar en el depósito", e trata das potencialidades do país em matéria de bioetanol. Acesse clicando aqui.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Historias Olvidadas (VII) - "Maria Rosa", a líder do Contestado

Maria Rosa é como ficou conhecida uma das líderes da Guerra do Contestado (1912-1916).

Com apenas 15 anos, assumiu a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos do Contestado, que então eram cerca de 6000 homens, após a morte do monge João Maria.

É considerada como uma Joana D´Arc do sertão, pois "combatia montada em um cavalo branco com arreios forrados de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil".

Foi a responsável por uma das derrotas mais contundentes infligidas às tropas oficiais. Conta-se que estas haviam tomado Taquaruçu, utilizando peças de artilharia e metralhadoras. Embora tivessem destruído completamente a localidade, as perdas humanas dos insurgente foram poucas, pois a maioria tinha se refugiado em Caraguatá, um local de difícil acesso.

Embaladas pela vitória em Taquaruçu, as tropas atacam Caraguatá em 9 de março de 1914, e aí o fracasso é total. Comandados por Maria Rosa, os revoltosos derrotam e perseguem os soldaos, que fogem em pânico.

Maria Rosa morreria um ano depois, em 28 de março de 1914, na vila de Reinchardt, lutando contra um efetivo de cerca de 710 homens.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Vida e morte

Ontem soube da notícia trágica de que houve um homicídio na minha terra. Ato insano por sua própria natureza, chocou ainda mais pela futilidade da motivaçao: numa manobra mal-sucedida, um motorista de um caminhao tocou e arranhou levemente uma moto. Sem saber, acabava de assinar sua sentença de morte. Três tiros à traiçao ceifou sua vida. Absoluta maldade, crua desumanidade, terrível estupidez, maldita perversidade que empalidece as cores do bem!
E aquele homem mergulhou, definitivamente, na transcendência, no mistério da eternidade.
(Vida e morte)

As cortinas precisam fechar,
O espetáculo acabou,
A luz se apaga.
O público se despede, se levanta, se retira.
O ator terminou a sua performance,
Nao há mais cena,
Nao há mais poema,
Nao há mais música,
Nao há mais melodia.
O ator se foi,
Cumpriu seu ato derradeiro.
A vida parece uma encenaçao teatral,
Às vezes, tragédia
Às vezes, drama
Às vezes, comédia.
É poiésis.
Presença,
Ausência,
Providência,
Mistério,
Início....fim!

Luciano

domingo, 15 de junho de 2008

Lembrando de um poeminha

Remexendo meus arquivos, descobri esse "esforço" de poema. Esperava alguém que, naquela noite, nao veio!

12/MAIO/2005
23:45 h

A porta aberta
A janela aberta
O livro aberto
A música aberta
Os sons abertos
Os olhos abertos
Os ouvidos abertos
O desejo, a vontade abertos
O coração aberto
Minh´alma aberta
Meu ser aberto à sua espera...
Pena! Você não veio.

(Luciano)

sábado, 14 de junho de 2008

Historia Olvidadas (VI) - A foto mais famosa do Che: "El Guerrillero Heróico"

Esta é a foto mais reproduzida da história da fotografia e, segundo alguns críticos, um dos dez melhores retratos fotográficos de todos os tempos. Presença obrigatória em manifestaçoes, protestos, e estampada em bandeiras, camisas, bonés, pôsters...é a foto-ícone da esquerda mundial e a mais famosa do Che.

Foi tirada pelo fotógrafo cubano Alberto Korda (Alberto Díaz Gutierrez), do Jornal Revolución, no funeral das 136 pessoas mortas no atentado perpetrado pelo CIA ao barco La Couvre, em 5 de março de 1960. Duas instantâneas apenas, uma vertical e outra horzontal. Esta última ia se tornar a foto de sua vida e o faria famoso.

O atentato terrorista da CIA provocou uma forte reaçao em todo o mundo. Diversas autoridades e personalidades da época compareceram no sepultamento das vítimas, que se transformou num ato de repúdio contra o imperialismo dos USA. "Eu estava a uns 8 ou 10 metros da tribuna de onde falava Fidel, e tinha uma câmara com uma lente semi-telefoto, quando percebi que o Che se aproximou do estrado, onde esta Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir", relembra Korda.

"O Che ficara num segundo plano. Se aproxima para olhar o mar de gente. Tenho-no no objetivo, tiro um e, logo, outro negativo, e nesse momento o Che se retira. Tudo aconteceu em meio minuto".

Quando chega ao jornal e revela, Korda percebe que é uma ótima foto do Che. Mas o jornal nao a publica. Só sete anos mais tarde essa imagem ia alcançar outra dimensao.

No verao de 1967, o editor italiano Giangiacomo Feltrinelli chega ao estúdio de Korda, procurando algumas fotos do Che. O fotógrafo oferece a ele, gentilmente, duas cópias daquela foto tirada sete anos atrás.

Em outubro daquele mesmo ano, morre o Che e Feltrinelli imprime a foto num cartaz de um metro por 70. Diz-se que vendeu um milhao de exemplares em seis meses.

Pronto! A foto de Korda se transforma em mito. Impressiona pela postura séria, rígida, estática, solene do Che, com sua jaqueta verde-ulivo fechada, sua boina negra e a estrela dourada. Se percebe em seu olhar uma cólera contida por aquelas mortes, há uma impactante força em seu semblante.

Korda a batizou de "O Guerrilheiro Heróico", e "imobilizou a bela cena" (no dizer de Rubem Alves).

Detalhe: Korda, morto em 2001, nunca recebeu um centavo pela foto, nem por seus direitos de autor. Apenas em 1981, uma jornalista italiana, fazendo um álbum sobre fotografia, apresentou as duas fotos e mencionou o seu autor. Só a partir daí, ganhou notoriedade.
(foto de Alberto Korda)

(a foto original)

"Hasta la victoria, siempre"!

Neste Sábado, 14 de junho, Ernesto Guevara de la Serna, el "Che", completaria 80 anos. Este argentino de Rosário, um dos principais artífices da Revoluçao Cubana, morto aos 39 anos, parece ter adquirido "esse perigoso costume de continuar nascendo", como disse Eduardo Galeano. Todo um símbolo. Todo um mito para os sonhadores e sonhadoras de "um outro mundo possível".

Com a palavra Eduardo Galeano
:

El nacedor

"¿Por qué será que el Che tiene esta peligrosa costumbre de seguir naciendo? Cuanto más lo insultan, lo traicionan, más nace. Él es el más nacedor de todos. ¿No será porque el Che decía lo que pensaba, y hacía lo que decía? ¿No será que por eso sigue siendo tan extraordinario, en un mundo donde las palabras y los hechos muy rara vez se encuentran, y cuando se encuentran no se saludan, porque no se reconocen?"

"Indignar-se contra qualquer injustiça praticada sobre qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo é a maior qualidade de um revolucionário." (Che)

Links:

- Assista um trecho do célebre discurso do Che na Assembléia da ONU de 1964, como representante do governo cubano: clique aqui.

- Ouça a música "Hasta siempre, comandante!", cantada por seu compositor, Carlos Puebla, clicando aqui.

Romaria, de José Inácio Vieira de Melo

(do blog do noblat)

Dentro de mim, nas lonjuras,
bem dentro do meu juízo,
um romeiro caminhando
em busco do que preciso.

Oh que caminho tão longe
cheio de pedra e de areia,
tenho que firmar o passo
e romper essas cadeias.

Pergunto, em meu desatino,
aonde ir? Que lugar?
Por que a sina da cigarra
Esparramando o cantar?

Certo, sou aquele que parte
numa eterna romaria,
faça sol ou faça chuva,
seja de noite ou de dia.

O caminho que percorro
não o da Rosa dos Ventos,
pois ele surge do nada,
de acordo com o momento.

Oh que estrada mais comprida,
tanto azul, tanta poeira,
em que plaga do Universo
estará meu Juazeiro?

Cada qual tem seu destino:
Pedro Vaqueiro tangia
gado pelo mundo afora;
seu Fortunato fazia

forno pra queimar tijolo;
Manezin Tetê, meu tio,
caçava tatu e onça
com o luzeiro dos pavios.

Lá me vou com minha cruz,
são poucos beiços de açude
e tantas léguas tiranas.
Maior e vária é esta sede

que vale cada passada
desta minha romaria.
Peregrino de mim mesmo
no meio da travessia.

José Inácio Vieira de Melo é poeta e jornalista. Publicou os livros Decifração de Abismos (2002) e A Terceira Romaria (2005), dentre outros. É co-editor da revista Iararana e colunista da revista Cronópios. Coordena o projeto Poesia na Boca da Noite. Leia mais sobre José Inácio Vieira de Melo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Historias olvidadas (V) - lembrança de uma sombria sexta-feira 13


Sexta-feira, 13 de Dezembro de 1968. Há exatos 39 anos, num ato, o terror: governo militar do Brasil decreta o AI-5, que conferia ao presidente da República, à época Costa e Silva, à revelia do Legislativo e do Judiciário, poder para decretar o recesso do Congresso Nacional, das assembléias legislativas e câmaras municipais, intervir nos estados e municípios, suspender os direitos políticos por dez anos de qualquer cidadão e cassar os mandatos de parlamentares, impor o estado de sítio. O ato suspendia o habeas corpus para crimes contra a segurança nacional, a ordem econômica e a economia popular e decretava o fim da vitaliciedade, inamovibilidade e estabilidade nas funções públicas.

Iniciava-se, assim, uma das noites mais sombrias da história brasileira.

Depois de anunciar a medida, do Palácio das Laranjeiras, no Rio, o ministro da Justiça, Luiz Antônio Gama e Silva, na saída, disse: “Esta sexta-feira foi 13 para muita gente”!

O ato, sua história e seu contexto político está narrado no segundo capítulo do livro “As moças de Minas”, do jornalista e escritor Luiz Manfredini.

(capa do Jornal da Tarde, em 13/dez/1968)

Sugestão de Blog: "O caso de VEJA", de Luis Nassif


Em "o Caso de Veja", o jornalista Luis Nassif destrincha "o maior fenômeno do anti-jornalismo": a revista Veja. Revela como - em suas próprias palavras - "o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico".

As contradiçoes, os factóides, as montagens, as manipulaçoes de fontes, os falsos dossiês, a promisciudade com os lobbystas, as "pérolas" de Diogo Mainardi...sao alguns dos pontos destrinchados por Nassif.

Recomendaçao especial vai para o tópico "a cara de Veja", em que o autor aborda o blog de Reinaldo Azevedo, considerado por ele como a cara da revista, por ter a incumbência de fazer os mais chulos, rasteiros, preconceituosos e caluniosos ataques aos adversários e, por outro lado, bajular os aliados e a própria empresa.

Para acessar ao blog, clique aqui.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sugestao de Site - Vida e obra de José Martí


Recomendo um Site sobre a vida e obra de José Julián Martí y Pérez (1853-1895), "El Apóstol". Foi político, pensador, jornalista e filósofo cubano, artífice da Guerra Necessária (ou la Guerra del 95), a última guerra pela independência de Cuba frente ao domínio espanhol. Seu pensamento transcendeu as fronteiras de Cuba para adquirir um caráter universal.

Clique aqui.

(A foto acima foi copiada do blog Generación Y, da cubana Yoani Sánchez).

Excelente notícia - regulamentada a Convençao 182 da OIT

A OIT, Organização Internacional do Trabalho, em 7 de junho de 1999, em sua 87ª Reunião, adotou a Convençao 182, que trata da PROIBIÇÃO DAS PIORES FORMAS DE TRABALHO INFANTIL E AÇÃO IMEDIATA PARA SUA ELIMINAÇÃO.

As convençoes da OIT têm a natureza jurídica de tratados internacionais, que, uma vez ratificadas pelos Estados-membros, passam a fazer parte da legislaçao nacional.

No caso da Convençao 182, esta foi aprovada pelo Congresso Nacional no mesmo ano de sua adoçao, em dezembro de 1999, por meio do Decreto Legislativo no 178. Em 02 de fevereiro de 2000, o governo depositou o Instrumento de Ratificação, passando a Convençao a vigorar, para o Brasil, na mesma data do ano seguinte.

No entanto, faltava ainda regulamentá-la. E, em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, que se celebra hoje (12), o presidente Lula assinou o decreto de regulamentaçao.

"Com a medida, o governo brasileiro adota e amplia uma lista das piores formas de trabalho infantil, que abrange todas as formas de escravidão e atividades como utilização de crianças para fins de exploração sexual comercial e para produção e tráfico de entorpecentes" (Agência Brasil).

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Historias Olvidadas IV - "Dolores Ibárruri, La Pasionaria" - "NO PASARÁN!"

NO PASARÁN! NO PASARÁN!

Em 6 de novembro de 1936, as forças fascistas estavam às portas de Madri. O governo republicano abandona a cidade, deixando apenas uma junta de defesa e cartazes avisando aos civis: "Evacuem Madri! Evacuem Madri!" Instigado por um discurso inflamado, encorajador e emocionante de uma mulher, transmitido por uma rádio, o povo madrilenho decide resistir. "NAO PASSARAO! NAO PASSARAO", repetia ela. Imediatamente, novas faixas e cartazes se espalham pelas ruas: "No pasarán! Madrid será la tumba del fascismo". E o que era impossível acontece: nesse ano, Madri nao cai, por obra e graça de Dolores Ibárruri...La Pasionaria.


(Cartazes "Evacuem Madri")

(Cartaz da resistência popular)

Está aí uma dessas mulheres, cuja história de vida todos deviam conhecer. O grande protagonismo que teve na conturbada vida política espanhola da década de 1930, num tempo de escasso espaço reservado à mulher, a torna um dos mais importantes símbolos históricos da luta popular anti-fascista e anti-imperialista, e um ícone do movimento libertário mundial.

Nasceu em Vizcaya (1895), País Basco, filha de uma pobre família de mineiros. Desde cedo, teve que trabalhar: primeiro como doméstica, e depois como costureira. Em 1916, casa-se com um mineiro socialista, de quem aprende conhecimentos rudimentares de marxismo. Inicia sua militância política nas Juventudes Socialistas, das quais se separa para fundar o Partido Comunista Espanhol, em 1920, do qual será um quadro qualificado (inclusive, como membro do Comitê Central).

Participa ativamente da grande greve geral de 1917, convocada conjuntamente pelos sindicatos UGT (ligado aos socialistas) e CNT (dos anarquistas). Um ano depois, publica o célebre artigo “El Minero Vizcaíno”, assinando-o com o pseudônimo “La Pasionaria”, em lembrança à admiraçao que, desde criança, sentia pela Paixao de Cristo e porque a publicaçao coincidia com a semana santa.

Mas, sua atuaçao se intensificou mesmo foi nos anos ’30, no contexto dos eventos convulsivos que levaram a Espanha, em 1939, à ditadura franquista. Como se sabe, em 1931 se proclama la II República, sendo o governo formado pelo partido socialista e outros grupos de esquerda. Em 1936, nao se conformando com a ordem democrática estabelecida, as forças conservadores e fascitas promovem um levantamento militar, cujo líder maior é Francisco Franco. Nos três anos seguintes, a Espanha mergulha numa terrível guerra civil, resultando em quase um milhao de mortos e uma cruel ditadura de quase 40 anos.

Nos primeiros anos da República, La Pasionaria, fortemente ligada ao movimento mineiro-operário, se destaca como uma aguerrida militante comunista, o que lhe rende, em várias ocasioes, a prisao. Ainda no seio da sociedade civil, sem deixar de lado a redaçao do jornal comunista Mundo Operário, vem a ser presidente da Uniao das Mulheres Anti-Fascitas. No campo político, participa ativamente dos congressos da Internacional Comunista, da Assembléia Constituinte e, finalmente, se elege como deputada do PCE por Astúrias, regiao de fortes sindicatos de mineiros.

Iniciada a Guerra Civil, La Pasionara se converte num mito para parte da Espanha, por sua capacidade de unir as forças republicanas (socialistas, comunistas, anarquistas e democrático-progressitas) na luta contra os fascistas sublevados. Como vice-presidenta do Congresso dos Deputados, passa a se deslocar pelo país organizando e animando a resistência popular e as forças leais à República, como as brigadas internacionais.

Seus discursos incendiavam os combatentes republicanos, ficando popularmente conhecidas a expressao “Antes morrer em pé que viver de joelhos” (original de Emiliano Zapata) e, sobretudo, o grito “No pasarán!”, pronunciado durante o mítico discurso que fez na Unión Radio de Madri, e celebrizado pelos madrilenhos na heróica defesa da cidade.

Terminada a Guerra Civil, com a vitória dos fascistas, La Pasionaria consegue exilar-se na URSS, tornando-se, posteriormente, em 1942, Secretária Geral do clandestino PCE, e em 1960, presidenta. Nesse mesmo período, torna-se membro do Secretariado da Internacional Comunista.

Depois da morte do ditador Franco e no período da transiçao democrática, La Pasionaria volta, definitivamente, à Espanha em 1977, elegendo-se, mais uma vez, aos 82 anos, deputada por Astúrias nas primeiras eleiçoes democráticas. Morre em Madri, em 1989.

Assista a um trecho do discurso pronunciado na Unión Radio de Madrid, clicando aqui.
Íntegra do discurso "No pasarán!", aqui.
Entrevista com Pasionaria em 1977, clique aqui.
O "No pasarán!" de Madri, aqui.
Cartazes Republicanos da Guerra Civil Espanhola, aqui e aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Documentário "Vozes contra a globalizaçao" - último capítulo


7º capítulo: “El siglo de la gente”. Duraçao: 26' 04''

El séptimo capítulo que cierra esta serie documental se centra en los sucesos de Seattle y Génova, acude al Foro Social de Portoalegre y al de Caracas y plantea si otro mundo es posible. También se pregunta cómo ha de ser ese mundo que ya está naciendo.

Documentário "Vozes contra a globalizaçao" - Capítulos 5º e 6º

5º capítulo: "Camino de la extinción”. Duraçao: 50' 58''

El quinto capítulo enfrenta al telespectador al calentamiento global, a la perdida de millones de especies, a la insensibilidad de los políticos y a la despreocupación de los ciudadanos ante un panorama que ha levantado ya las alarmas de los científicos de todo el mundo quienes opinan que la forma de vida de una parte de la humanidad va a condenar a toda al especie.

Clique aqui e assista.


6º capítulo: “La larga noche de los 500 años”. Duraçao: 48' 09''

La sexta entrega comienza en San Cristóbal de las Casas (México) en enero de 1994, cuando el subcomandante Marcos inicia las revueltas contra la globalización precisamente el mismo día que entra en vigor el Tratado de Libre Comercio entre América del Norte y México. En este capítulo se analiza, a través de las voces de los indígenas y de los intelectuales, la pérdida de la tierra en el mundo, la pérdida de la identidad, la uniformidad de las culturas, las privatizaciones y el nuevo panorama en América Latina.

Clique aqui e assita.

Documentário "Vozes contra a Globalizaçao" - Capítulos 3º e 4º


3º capítulo: "El mundo de hoy". Duraçao: 51' 52''

El tercer capítulo plantea si es posible que una sola potencia pueda dominar el mundo, cómo influye la industria del miedo en los ciudadanos, en manos de quién están los grandes medios de comunicación y cuál es su papel o los esfuerzos por un mundo mejor.

"es posible que una sola potencia pueda dominar el mundo? como influye la industria del miedo en los ciudadanos ? en manos de quien están los grandes medios de comunicación y cúal es su papel, los esfuerzos por un mundo mejor?"

Clique aqui e assista.


4º capítulo:
“Un mundo desigual”. Duraçao: 55' 29''

Este cuarto episodio, aborda la situación de la pobreza en relación al consumo en el mundo, las áreas de miseria en los países desarrollados, las pandemias, el comportamiento de las grandes multinacionales farmacéuticas en los países en los que un tercio de la humanidad vive con menos de un dólar al día. Hasta hace poco, según se recoge en esta entrega, el presupuesto de Naciones Unidas era de 1,2 billones de dólares, seis veces menos que lo que los norteamericanos se gastan en cosméticos.

Clique aqui e assista.

Documentário: Vozes contra a globalizaçao, outro mundo é possível - capítulos 1º e 2º


"Voces contra la globalización, outro mundo é possível" é uma série de documentários que o canal público TVE (Televisión Española) produziu há 2 anos. Excelente! Sao sete capítulos que tratam da globalizaçao desde um ponto de vista crítico, com análises de temas e problemas ainda muito atuais e com depoimentos de grandes personagens do pensamento altermundista, tais como José Saramago, Pedro Casaldáliga, Eduardo Galeano, Jean Ziegler, Ignacio Ramonet, José Bové, Manu Chao, Giovanni Sartori, María José Fariñas (minha professora no mestrado), dentre outros.

Vale a pena assistir, com paciência, cada um deles.

1º capítulo: "Los amos del mundo" (os donos do mundo) Duraçao: 53`38``

Este primer capítulo analiza el poder real de los políticos y la posibilidad de otro mundo más justo.
"¿Quién gobierna el mundo? ¿Cuál es el poder real de los políticos? ¿Sabe Vd. que el volumen de negocios de una sola multinacional es superior al producto interior bruto de muchos países, incluidos Austria o Dinamarca? ¿Cuál es el papel de los paraísos fiscales que dan cobijo al dinero del crimen o al de la corrupción? ¿Por qué se permiten la existencia de esto territorios sin ley? ¿Cuál es el papel real de organismos como el Fondo Monetario Internacional, el Banco Mundial o la Organización Mundial del Comercio? ¿Qué pasó realmente en la Argentina para que su economía se viniera abajo?"

Clique aqui e assista.

2º capítulo: "La estrategia de Simbad" (a estratégia de Simbá). Duraçao: 52´

"En el segundo capítulo, se muestra el nuevo panorama laboral en el mundo: las deslocalizaciones de empresas, las grandes áreas de producción mundial (China e India), la inmigración, la perdida de la sociedad del bienestar en Europa, las privatizaciones, la perdida de los derechos laborales, la victoria de la economía especulativa sobre la economía productiva y la política económica neoliberal".

Clique aqui e assista.

domingo, 8 de junho de 2008

Histórias Olvidas (III) - A Fogueira das Vaidades


Girólamo Savonarola foi religioso e político italiano (1552-1598), inspirador da II República Florentina (1594). Era um pregador violento, pois nas suas homilias ameaçava e denunciava os vícios, seja dos cidadaos, como também dos políticos e da própria Igreja.

Em 7 de fevereiro de 1497, uma terça-feira de Carnaval, protagonizou um dos exemplos mais contundentes de fundamentalismo católico. Realizou a maior e mais famosa Fogueira das Vaidades na Praça da Senhoria, em Florência. Seus seguidores recolheram e quiemaram publicamente milhares de objetos tidos como pecaminosos, como espelhos, maquiagem, vestidos luxuosos, até instrumentos musicais. Também havia livros, muitos, tidos como imorais (de Petrarca e Boccaccio), manuscritos de músicas "do mundo", quadros com pinturas de temas mitológicos clássicos realizados por Michelangelo e Sandro Botticelli (este, inclusive, se encarregou ele mesmo de colocar na fogueira), etc.
Pra quem acha que fundamentalismo é uma marca do islamismo, está aí uma prova de que nao.

Justiça seja feita a Savonarola: embora ele usasse frequentemente as fogueiras das vaidades em suas pregaçoes, é preciso dizer que essa nao é uma invençao dele. Já era uma prática antiga, inclusive usada por Bernardino de Siena em suas pregaçoes ao ar livre.

O fim de Savonarola foi trágico. Seus ferozes ataques ao Papa Alexandre VI, da família dos Borjas, e que nao era nenhum poço de virtudes, acabou por render-lhe a excomunhao e a fogueira, na mesma praça onde realizava suas "fogueiras das vaidades". Conta-se que demorou muito em queimar-se. Por isso, seus restos eram repetidamente devolvidos às chamas, para que seus seguidores nao os conservassem como relíquia.
Dentre os milhares de florentinos que testemunharam o fato, estava Maquiavel, que escreveu sobre a execuçao.

O caso de Savonarola foi reconhecido como um dos grandes erros da Igreja, assim como o foi o de Galileu. De fato, hoje ele é hoje considerado servo de Deus, um título que Igreja dá quando aceita abrir um processo de canonizaçao.
(placa indicativa do lugar onde foi queimado Savonarola, na Piazza della Signoria)

Imagens de Florência (II)

Outro lugar de Florência que nao se pode deixar de ir é a Piazza della Signoria, a maior praça da cidade e palco de acontecimentos importantes, como a execuçao de Savonarola. Alberga o Palacio Velho, emblemático edifício da vida política florentina, com sua torre de 95 metros de altura; a Loggia della Signoria, um corredor que funciona como um museo ao ar livre com obras como Perseu (1554), de Cellini, e o Rapto das Sabinas e o Hércules, de Giambologna; a Fonte de Netuno, de Bartoloneu Ammannati; a réplica do Davi, de Michelangelo (o verdadeiro está na Galeria da Academia). Ao lado da praça, há a Galeria degli Uffizi, um dos mais bonitos museus de Florência.
(Perseu, de Cellini)
(fonte de Netuno)

(vista panorâmica do rio Arno)

Imagens de Florência (I)

Florência é um museo a céu aberta. A quantidade de obras artísticas em cada praça, rua, beco é simplesmente impressionante. É uma cidade linda em todos os aspectos: pela beleza propriamente dita, o charme que lhe dá o rio Arno, a história que a envolve, o patrimônio cultural que detém. Foi o berço do Renascimento. Por lá deixaram traços: Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli, Rafaello, Galileu, Dante Alighieri, Maquiavel, Savanarola e, claro, a família dos Médici.
Tem pouco menos de 400 mil habitantes. E, definitivamente, convém percorrê-la pé, pelo menos o centro histórico.
(Cadetral)
Esta primeira imagem é o Duomo, a catedral, dedicada a Santa Maria del Fiore. Impressionam os detalhes da fachada, as pinturas internas, como o juizo final, a cúpula e a torre. À frente da catedral se acha o suntuoso Batistério, com os baixo-relevos de Ghiberti. Formidável!

(o campanário)

O Campanário, projetado por Giotto, tem a impressionante altura de 84 metros e é todo revestido de mármore branco, verde e vermelho. Subir pelas estreitas escadarias exige muito esforço, mas recompensa pela vista lá de cima.

(vista do campanário)

Esta é uma das vista da cidade, de cima do campanário: no fundo, a Praça da República, uma das principais da cidade.

(cúpula da Catedral)
Outra vista muita bonita é a da Cúpula, com seus 45 metros de diâmetro e 100 metros de altura.

Entrevista "pra morrer de rir"

Nao se pode rir dos problemas alheios, mas essa entrevista tá engraçada demais.

Tirado do Blog Políticos do Sul da Bahia:

O radialista Vila Nova entrevista Solange, a "gaga" mais famosa de ilhéus. Tenho plena convicção que essa entrevista vai "bombar" na net, pois é bastante hilária!.

Clique no link abaixo.
entrevista da gaga