sexta-feira, 6 de junho de 2008

Mais um artigo publicado no blog Pimenta na Muqueca

Imigração e xenofobia na velha Europa

Foi divulgado, recentemente, aqui na Espanha um estudo realizado pela Confederação Espanhola de Bancos (Ceca), intitulado "Imigrantes, novos cidadãos. A caminho de uma Espanha Intercultural?", em que se buscou aferir o nível de tolerância da sociedade espanhola com relação aos imigrantes e suas possibilidades de integração.

Veja o artigo completo clicando aqui.

Artigo de meu amigo Jorge Soares


Meu amigo de longas datas, Jorge Soares, me mandou esse artigo recheado de filosofia, epistemologia pura e dura. Complexo, mas esclarecedor. Muito interessante. Vale a pena ser lido.

Jorge é um cara a quem devoto muita admiraçao. Durante certo tempo, fomos caminheiros de uma mesma estrada e protagonistas de uma história comum; compartilhamos de um mesmo projeto e olhamos pra uma mesma direçao: queríamos ser franciscanos. Mas, mudamos, eu e ele. Cada um seguiu pra um lado. No entanto, mesmo tendo mudado de caminho, parece que o rumo continua o mesmo: dar uma maozinha pelo bem da humanidade.

Jorge é, hoje, psicanalista e professor universitário.

Segue seu texto:

Tudo começa com o saber

Quando julgamos ser óbvio, quase nunca é verdade. Quando julgamos ser verdade, quase nunca é absoluto. E nos questionamos, o sujeito sempre se coloca diante do objeto como uma ação avassaladora. E nos perguntamos, até quando seremos tratados como objetos e não como sujeitos protagonistas e não como expectadores. Pegando uma carona com a teoria marxista, “o homem é um ser histórico”, sendo ele que faz a sua historia.

Hoje, portanto, com o advento de uma classe que tiveram o poder do saber, é notado a subalternidade de outra que foi sempre subjugada pela dominante. Esta classe dominante predomina como na velha ética grega: o bom, o verdadeiro, o belo, o absoluto. É preciso ter virtude (virtus), se tiver esses valores, você pode até ser considerado “cidadão” pertencente à polis. Do contrário, é colocado na marginalidade. Assim, o sujeito sobrepõe-se ao objeto considerando-o não-ser, o desqualificado, o subdesenvolvido. “Lamentável, raça, de um dia, filhos de acidente e sofrimento (...) o melhor de todos é impossível de obter - não nascer, ser nada” (Nietzsche). Daí, quando a gente faz uma viagem em algumas cidades do Brasil e América Latina e África, notamos o mundo pérfido e insolente, mundo “grego”, mundo do nada.

Desde a antiguidade que o homem busca na razão, toda espécie de verdade para conhecer a realidade do universo, a origem e o significado das coisas. Aristóteles chegou a considerar inerente à natureza o desejo de saber, a curiosidade espontânea para o conhecimento. Até aí tudo bem, nós avançamos e somos hoje pensadores e inventores na natureza. Criamos linhas imaginárias para delimitar o hemisférico, avançamos na ciência, porém, em toda história esse conhecimento sempre foi limitado. Não basta só conhecer, é preciso saber, como afirma Francis Bacon “saber é poder”. Se você sabe, tem o conhecimento. Entretanto, a sabedoria não é o uso adequado do conhecimento para fins éticos e construtivos? Só que o poder é o uso do conhecimento para qualquer fim. E aí a problemática como classe que obteve a sabedoria estar usando o poder?

O conhecimento é, sem dúvida, importante, porém, não garante a sabedoria. Assim, tanto o poderoso quanto o “sábio”, precisam do conhecimento. Então, o conhecimento é axiomático ao saber, um depende do outro. Sendo assim, caro leitor, o conhecimento é uma parte como um rio corrente, quando acontece a enxurrada transborda por toda margem.

Se pensar construtivismo, todos devem ter acesso e beber desta mesma água, o saber. Por conseguinte, cada vez que um ser humano é impedido de aprender a ler, cada vez que a comunidade dos homens não o inicia nessa capacidade, ela o está colocando fora de quase todas as possibilidades de obtenção e transferência de conhecimento.

Da mesma forma, cada vez que um ser humano que aprendeu a ler e a escrever não usa essa capacidade em seu favor e em favor da comunidade em que vive, ele está condenando a si mesmo à marginalidade. Logicamente, o uso e abuso do poder leva o indivíduo à marginalidade. Então adentrando na lógica do saber pode-se abstrair com a práxis do momento os grandes articulares políticos que mobiliza e decidem uma eleição,os que estão,por trás do tráfico de droga. Enfim, tudo isso é fruto do “saber”.

E, assim, ficamos intactos diante da realidade, “É preciso duvidar de tudo que existe” (Descartes.), mas duvidar só, não resolve, é necessário apresentar argumentos lógicos para que haja uma metanóia. E isso só se resolve com o “saber” colocado para o bem comum da humanidade.

Sendo o “homem como a medida de todas as coisas” (Protágoras), ele age e coloca a sabedoria quando conhece o bem e conhecendo-o, não pode deixar de praticá-la. Por outro lado, aspirando o bem, sente-se dono de si mesmo e, por conseguinte, é feliz.

Portanto, a DOXA E O EPISTÉMIE são fundamentais para não ser conhecido como objeto desqualificado e insolente. O indivíduo deve opinar para justificar qualquer espécie de verdade, seja ela dogmática ou não, óbvio ou absoluto tudo isso é ponto de dúvida.

Jorge Soares,
Professor
jsjsdsba2@hotmail.com

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Excelente entrevista de Marina Silva

Nesse dia mundial do Meio Ambiente, nada melhor do que ceder a palavra a uma das maiores autoridades no mundo nesse tema: a agora senadora Marina Silva. A seguir alguns trechos:

“política ambiental não se faz com uma melancia na cabeça. Se faz com muito compromisso no coração, boas idéias na cabeça e uma boa capacidade ouvir”.

"A grande comemoração que se pode ter usando o referencial da morte do Chico Mendes [em 1988] é a dimensão e a densidade com quê se trata hoje a questão da Amazônia. Há 20 anos, Chico Mendes era uma voz quase que isolada dizendo que a floresta era muito melhor em pé do que derrubada".

"O Brasil tem 45% de matriz energética limpa. E ele deve continuar com uma economia descarbonizada, mas precisará de uma proposta de matriz energética que incorpore a diversidade".

"Nos últimos três anos tivemos 59% de redução do desmatamento. Isso significou quase um bilhão de toneladas de CO2. Isso representa 14% de tudo que deveria ter sido reduzido pelos países desenvolvidos até 2012, desde o período de compromisso do protocolo de Kyoto".

"Acho que a gente não tem sequer que discutir internacionalização da Amazônia. Esta questão não está colocada. Não há a menor hipótese em concordar com isso".

Ler a entrevista completa: clique aqui.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Uma espécie de crônica - A Praça

Este texto eu o fiz há mais de quatro anos, quando ainda morava em Itabuna e participava do projeto da Fase: "construindo a consciência do direito a ter direitos". Na manha do dia 12 de maio de 2004, eu estava na praça do Sao Caetano, aguardando que o glorioso Paulo Deméter me viesse me buscar pra irmos a uma atividade com os índios tupinambás da Serra do Padeiro - Buerarema. Enquanto esperava, fiz este relato, que extraio dos meus arquivos:


A PRAÇA
12 de maio de 2004
A praça é um lugar fantástico. Costumo dizer que o olhar sobre uma praça é o olhar sobre a sociedade. A praça é o micro-cosmo humano da sociedade. Ali é possível enxergar as semelhanças, as diferenças, as contradições, as convergências, as mazelas, a dinâmica do meio social. Amplie o que você numa praça e terá uma visão do conjunto de uma sociedade.

Desta vez não foi diferente. Apenas chego na praça do São Caetano, me ponho a observar à minha volta. Hora: 7:30 da manhã. A variedade de figuras, de atores sociais, de papéis representados é algo formidável. No ponto de ônibus, o engravatado olha insistentemente para o relógio; o corretor fala ao celular já tentando convencer o seu cliente; o policial, com cara de mau, desfila com empáfia, projetando ares de xerife.

- Motô! Motô!, grita o rapaz do outro lado da rua, sinalizando para o motorista do coletivo esperar.

Em vão. O motorista olha, finge que não vê e arrasta o ônibus.
- Filho de uma p. desgraçado! Acha que é só ele que trabalha?! Alguém viu o número do ônibus? – fala o sujeito, indignado por ver seu direito negado.
O coletivo seguinte chega super-lotado. Destino: Nova Ferradas. As pessoas se espremem umas às outras feito sardinhas enlatadas.

- Pessoal, vai mais pra trás! Ainda tem gente pra entrar, grita o cobrador.

Na porta de entrada ocorre uma disputa desesperada pra ver quem ocupará os poucos espaços restantes. Impossível lembrar-se, nesse momento, de coisas como gentileza, educação, bom senso. Ao contrário, cotoveladas, calos pisados, palavrões... é o que impera. E o pior é que há uma velhinha de seus 75 anos, com sua carteira de passe livre, que precisa descer – pela porta da frente, é claro.

- Ô, meus fí....por Santa Rita, deixa eu descer. Tenho artrose, alguém me ajuda?

Aí a sensibilidade fala mais alto. Por um instante, a regra do mais forte é colocada de lado em nome da solidariedade.

Mas ainda há outros personagens na praça, muitos outros. Um bêbado, por exemplo. Não são 8:00h da manhã e, por incrível que pareça, há um bêbado – daqueles chatos, terrivelmente chatos; do tipo que mexe com todo mundo. E parece que ele havia escolhido os motoristas pra encher o saco. Ele pára todo ônibus que passa, entra e pergunta sempre a mesma coisa, com voz instável:

- Motorista, esse ônibus vai pra onde eu vou?
- O sr. vai pra onde?
- Não sei
, responde ele, já descendo às gargalhadas.

Tão chato quanto o ébrio, um outro personagem aparece: um crente. Tipologia: fanático de carteirinha. Gritos estridentes são ouvidos; palavras ameaçadoras são pronunciadas; textos do Apocalipse são proclamados; promessas de fogo eterno aos pecadores são invocadas; o domínio de Belzebu nas almas dos homens é denunciado; o fim do mundo é profetizado e a conversão do coração é solicitada.

Sinal da dureza do coração do homem ou não, ninguém parece dar muita bola. Apenas o outro chato, o bêbado, resolve se manifestar e, em pouco tempo, inviabilizar a pregação do profeta:

- Aleluia, irmão!, gritava ele.
- Glória a Deus! Amém, Senhor! Aleluia!, continuava insistentemente.

Percebendo o riso disfarçado dos presentes, e vendo-se chacoteado, o pregador bate em retirada.
De presença religiosa permanece apenas a figura do “monge” ou “o beato” (no melhor estilo Antônio Conselheiro), que vive perambulando pelas ruas da cidade, com seu hábito surrado no melhor estilo franciscano, que chegara silenciosamente e assim continuava, comendo, tranquilamente, um pão seco com café preto. Pensei comigo:

- Esse não diz sequer uma palavra e, estranhamente, fala mais do que o fanático engravatado.
Ele sim, eu chamaria de profeta, no melhor e mais genuíno sentido da palavra. Seu estilo austero e radical de vida provoca, incomoda, denuncia, convida. Denuncia, sobretudo, uma concepção de felicidade centrada no sucesso eminentemente pessoal, na posse de riqueza e poder; e convida, talvez, à revisão dos valores e das práticas, à superação da forma hedonista de encarar a vida, à retomada do que é essencial para o ser humano: o perfeito equilíbrio entre o material e o espiritual, e a colocação do SER antes do TER.

Mas, meu olhar sobre a praça não enxerga somente isso. Há ainda os velhinhos aposentados, sem brilho nos olhos – alguns enxergando cinzentamente a vida e apenas esperando o tempo passar; há um casal da famosa “turma da meota”, fazendo o seu desjejum matinal com um “corote” – ele deve ter pouco mais de 25 anos, ela não mais que 18; há o hippie expondo seu artesanato, o vendedor de caldo de cana arrumando o seu carrinho motorizado, o sr. da banca de jornal, o vendedor de pastéis, os estudantes que sentam na praça pra tagarelar ou mexer no jogos do celular – não tinham aula, pois os professores do Estado haviam parado as atividades; e, por fim, há o personagem mais notado e comentado da praça: um sujeito de seus 60 anos, com um semblante de uma absoluta e desconcertante despreocupação, tranqüilamente sentado no banco central e fumando um cigarro de palha de um abominável e repugnante cheiro que se espalhava por um raio de uns 50 metros.

Essa é a praça. É uma praça daqui de Itabuna, ali no São Caetano. Mas, poderia ser de qualquer lugar. Essa é a nossa praça:

A praça da cultura popular e dos personagens de nossa brasilidade,
A praça dos empregados, subempregados, desempregados,
A praça dos batalhadores, sonhadores, fortes,
A praça dos fracos e excluídos,
A praça da teimosia de viver honestamente – ou não!,
A praça dos resignados, mas também dos inconformados,
A praça da indiferença,
A praça da solidariedade,
A praça da nossa diversidade e pluralidade,
A praça da revolucionária esperança,
A praça da nossa sociedade........... a nossa praça!
(Luciano Reis Porto)

domingo, 1 de junho de 2008

Vídeo - 25 anos do maior sucesso de The Police



(do blog do noblat)
É uma canção de letra com tom obsessivo. Mas o público a entendeu como de fidelidade e amor - e embora tenha sido composta em meia hora, e sua base musical seja elementar, "Every breath you take" de The Police se converteu desde seu lançamento no maior êxito da banda inglesa.

Hoje faz 25 anos que ela foi lançada como a primeira faixa do disco Synchronicity, que ficou durante oito semanas como o número um nas listas dos mais vendidos nos Estados Unidos e durante quatro na Inglaterra. A música ganhou o prêmio Grammy de melhor canção de 1983.

Confira aqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Historias olvidas II - A justiça vê

A JUSTIÇA VÊ

A história oficial do Brasil continua atraindo inconfidências, deslealdades, às primeiras revoltas pela independência nacional.

Antes que o príncipe português se transformasse em imperador brasileiro, houve várias tentativas patrióticas. As mais importantes foram as de Minas Gerais e da Bahia.

O único protagonista da Inconfidência Mineira que foi enforcado e esquartejado, Tiradentes, era um militar de baixa graduação. Os demais conspiradores, senhores da alta sociedade mineira fartos de pagar impostos coloniais, foram indultados.

No fim da Inconfidência Baiana, o poder colonial indultou todos, com quatro exceções: Manoel Lira, João do Nascimento, Luís Gonzaga e Lucas Dantas foram enforcados e esquartejados. Os quatro eram negros, filhos ou netos de escravos.

Há quem acredite que a Justiça é cega.

(Relato do livro Espelhos, de Eduardo Galeano)

Sugestao de livro: Espelhos, de Eduardo Galeano

"Espelhos, uma história quase universal", é o último livro de Galeano, este fabuloso escritor uruguaio, intelectual comprometido com a história e a dignidade dos vencidos. Fui ao lançamento desse livro aqui em Madri, ontem, e o comprei imediatamente. É mais uma preciosidade, assim como aquele inquietante Veias abertas da América Latina ou O mundo de cabeça para baixo.

Galeano nos brindou ontem com a leitura de alguns dos quase 600 relatos que o livro contem; falou de tantas e tantas histórias esquecidas, de tantas e tantas mentiras contadas, de tantas e tantas injustiças cometidas, num tom simples, poético, irônico, leve, esperançoso e verdadeiro.

"Espelhos" é dessas obras que surgem pra serem lidas e relidas, dessas que nao podem nao ser lidas e relidas.

Na abertura, encontramos escrito:
Os espelhos estão cheios de gente.
Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos nos recordam.
Quando nos vemos, nós os vemos.
Quando nos vamos, eles se vão?

E na última capa:
Este livro foi escrito para que não se vão.
Nestas páginas se unem o passado e o presente.
Renascem os mortos, os anônimos têm nome:
os homens que levantaram os palácios e os templos de seus senhores;
as mulheres, ignoradas pelos que ignoram o que temem;
o sul e o oriente do mundo, desprezados pelos que desprezam o que ignoram;
os muitos mundos que contêm e esconde;
os pensadores e os sentidores;
os curiosos, condenados por perguntar,
e os rebeldes e os perdedores e
os loucos lindos que foram e são o sal da terra.

Sem mais palavras. Vamos à leitura, com a recomendaçao de dedicar mais atençao aos relatos de grandes "espelhos" brasileiros: a inconfidência mineira, a história de Rosa Maria (a primeira negra alfabetizada do Brasil) e outras...como disse Emir Sader, "grandes espelhos em que reconhecemos o mundo que criamos e recriamos todas as horas, mas em que fingimos não nos reconhecermos".

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Historias olvidadas - I

A primeira "história olvidada" eu tiro do livro que me inspirou esta seçao: Espejos - uma historia casi universal, de Eduardo Galeano.

O título é "Fundación de la belleza", e como nos contou hoje o próprio Galeano, no lançamento de seu livro, foi inspirado nas pinturas rupestres que se conservam num certo museu, visitado pelo autor em determinada ocasiao.

"Están allí, pintadas en las pareces y en los techos de las cavernas. Estas figuras, bisontes, alces, osos, caballos, águilas, mujeres, hombres, no tienen edad. Han nacido hace miles y miles de años, pero nacen de nuevo cada vez que alguien las mira.

¿Cómo pudieron ellos, nuestros remotos abuelos, pintar de tan delicada manera? ¿Cómo pudieron ellos, esos brutos que a mano limpia peleaban contra las bestias, crear figuras tan llenas de gracia? ¿Cómo pudieron ellos dibujar esas líneas volanderas que escapan de la roca y se van al aire? ¿Cómo pudieron ellos...?

¿O eran ellas?"


A história olvidada desse texto é clara: a mulher, esquecida, abandonada, invisibilizada; alvo da injustiça secular de nao ver reconhecido o seu papel na construçao da HUMANIDADE.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

I Encuentro Internacional de Becarios IFP/Fundaçao Ford en España

Ocorreu de 9 a 11 desse mês, em Barcelona, o I Encontro Internacional de Bolsistas da Fundaçao Ford que estao atualmente realizando seus estudos na Espanha. Tratou-se de um momento de reflexao, avaliaçao e construçao de propostas para o período de usufruto da bolsa de estudos e, sobretudo, para o pós-bolsa, quando cada um retornará aos seus países de origens.

Éramos cerca de 40 bolsistas, originários da América Latina e África. A proposta mais interessante foi a da criaçao de uma Rede de Bolsistas e ex-Bolsistas, com o intuito de trocar experiências, proporcionar ajuda mútua e manter vivos os laços construídos.
(ato de abertura na Universidade Autônoma de Barcelona)

(trabalho em grupo)

(deliberaçao da assembléia de bolsistas)

(momento cultural)

I Congresso dos Petistas do Exterior

A Secretaria de Relaçoes Internacionais do PT (SRI) convocou para os dias 12, 13 e 14 de setembro próximo, o I Congresso dos Petistas do Exterior, a ser realizado em Lisboa. Os ajustes do encontro foram feitos em recente reuniao na capital portugues, pelo PT Nacional e os núcleos petistas de Madri, Lisboa, Paris e Galiza.

O encontro terá como pauta:
a) conjuntura nacional; b) conjuntura internacional e tarefas dos petistas residentes no exterior; c) organização dos petistas no exterior.

Os delegados serao eleitos em cada localidade onde há petistas organizados (constituídos em núcleos ou nao), a saber: Alemanha: Berlim, Frankfurt e Stuttgart; Argentina: Buenos Aires; Austrália: Adelaide; Bélgica: Bruxelas; Chile: Santiago; Cuba: Havana e Camaguey; Dinamarca: Copenhague; Estado Espanhol: Barcelona, Madri e Santiago de Compostela; EUA: Boston, Nova York e Washington; Finlândia: Helsinque; França: Paris; Holanda: Amsterdã; Itália: Florença, Roma e Turim; Portugal: Lisboa e Porto; Reino Unido: Londres; Rússia: Moscou; Suíça: Genebra.

Maiores detalhes em: http://www.pteuropa.blogspot.com/
(Carlos Gabas, Sec. Executivo do Ministério da Previdência Social)

(Reuniao com a SRI-PT)

(Reuniao com o Ministro Luiz Dulci, da Sec. Geral da Presidência)

Um bate-papo com Joao Felício, da CUT

Brasil e Europa debatem migrações e mercado de trabalho

Estive, recentemente, em Lisboa participando de um seminário realizado pela CUT e pela CGTP, a maior central sindical de Portugal. O evento amplo contou com a presença de várias centrais sindicais da Europa e dos governos de Portugal e do Brasil.

Estiveram presentes, da parte brasileira, Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Carlos Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, e Paulo Sérgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração. Do PT, o Dep. Federal Nilson Mourao e o Sec. de Relaçoes Internacionais, Valter Pomar.

Pela CUT, estava presente o Secretário de Relaçoes Internacionais e ex-presidente da entidade, Joao Felício, com quem tive um excelente bate-papo, publicado originalmente no Pimenta na Muqueca.

(leia mais, clicando no título acima)

Publicado no site Pimenta na Muqueca

A repercussão internacional da saída de Marina Silva

Estou ainda meio atônito com a repercussão da saída da Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. Sabia do prestígio internacional da senadora, mas não imaginava que tivesse proporções tão formidáveis.

Atrevo-me a dizer que, considerando-se o âmbito do poder político e o círculo ambientalista, a ex-ministra rivaliza em pé de igualdade com Lula, em termos de admiração, respeito, prestígio. É tida como uma das maiores autoridades mundiais em matéria ambiental – acabo de confirmar.

(leia mais, clicando no título da matéria)

sábado, 17 de maio de 2008

Moisés, de Michelangelo

"Perchè non parli?"
"Por que nao falas?" foi a frase atribuída a Michelangelo, ao concluir a escultura de "Moisés" (1513-1516). Conta-se que, assim que terminou de esculpi-la, o artista perdeu por um instante a lucidez, diante da beleza da obra, e teria batido com um martelo no joelho da escultura e começado a gritar: "Perchè non parli? Perchè non parli?"

De fato, olhando-a, é perfeitamente possível imaginar a alucinaçao que lhe assaltou. Só nao é perfeita por que, justamente, nao fala. O realismo é impressionante: os músculos, a expressao facial, a túnica que recobre o corpo....e tudo isso feito num único pedaço de mármore de Carrara!

O "Moisés" se encontra na entrada da Igreja de San Pietro in Vincoli, em Roma. É, sem dúvida, uma das maiores obras-primas de Michelangelo, junto com o Davi (que está em Florência, na Galeria da Academia), La Pietà do Vaticano (que se acha na Basílica Sao Pedro), e a pintura do teto da Capela Sistina, retratando o Gênesis.

Indo a Roma e Florência, é obrigatório conhecer e admirar as obras desse renascentista que foi escultor, arquiteto, pintor e até poeta.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Sugestao: show de Joao Gilberto e Caetano

Joao e Caetano fizeram juntos um show memorável em Buenos Aires, no ano 2000. Uma preciosidade, dessas coisas que só duas genialidades como esses dois baianos "de pura cepa" sao capazes de produzir. Música de verdade. Pura arte. Puro Brasil. Pura Bahia. O show resultou num CD e num DVD de 2 horas de duraçao intitulado Joao Gilberto & Caetano Veloso "Live & Together " . Todo mundo deveria tê-los na sua estante - guardados como relíquia -, ao lado dos grandes clássicos de expressao universal.

Vale a pena conferir.

Destaco todas as músicas que tem a BAHIA como tema:
Bahia com H (Clique)
Acontece que eu sou baiano (Clique)
Eu vim da Bahia


E mais, a ternura de Avarandando e a improvisaçao de O Pato. Formidável.
(Aqui)
(Aqui)

Quatro imagens de Pisa

5.5º graus de inclinaçao!
Essa foto todo mundo faz. Clichê? E daí?? rsrsrs

Vista aérea da Praça dos Milagres

Praça dos Milagres e o conjunto dos principais monumentos: o batistério, a catedral e a torre.
Pisa situa-se na Toscana. É uma cidadezinha pequena, embora grande pelos seus monumentos. Os mais importantes estao na Piazza dei Miracoli (Praça dos Milagres), considerada um dos maiores centros de arte medieval do mundo e declarada patrimônio da humanidade.

Merece destacar, primeiramente, a catedral, toda construída em mármore branco entre 1064 e 1118, em estilo românico e dedicada à Assunçao de Nossa Senhora. Em segundo lugar, o maior batistério da Itália, dedicado a Sao Joao Batista, um edifício româmico redondo, construído entre os séc. XII e XIV. Terceiro, o edifício do Camposanto, um cemitério dos tempos medievais.

E quarto, claro, a mais famosa torre...a inclinada, do século XII, de 55 metros de altura. A sua inclinaçao tao característica (5.5º graus ou 4,5 metros da vertical) ocorreu logo no início de sua construçao. A razao de tal fenômeno se explica pela natureza pantanosa do terreno sobre o qual está edificada a cidade. Pouca gente sabe, mas há outras duas torres inclinadas em Pisa: os campanários da Igreja de San Nicola e da Igreja de San Michele degli Scalzi (neste caso, até a igreja está inclinada).
Em um dia dá pra conhecer tudinho! Basta tomar um trem em Florência, desde Santa Maria Novella, e em 1.30h, se está em Pisa.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Rima a uma amiga especial: Nahama!

Uma rima a Nah-Ama!

Na chuva que jorra e derrama
No vento que sopra e assanha
Na história em que se perde e se ganha

Aqui, acolá ou no Alabama
No rádio, TV, no programa
Na sombra, no sol ou na fama

Diáfano, diátono, diagrama
Sons, notas, pentagrama
Carta, coisa, telegrama

Deus, Alá, Buda, Brama
Alfa, beta, zeta, gama
Rei, rainha, servo, dama

Comédia ou drama
Pavio ou chama
Fruta ou rama

Na trama
Na lama
Na grama
Na cama.............NAH-AMA!

(Luciano)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Quatro imagens de Roma

Via del Corso, uma extensa avenida no centro econômico-político de Roma. Liga Praça Veneza a Praça do Povo. Passear por esta rua é se deparar com toda a opulência consumista do primeiro mundo...Gucci, Giorgio Armani, Versacce....vitrines que enchem os olhos e esvaziam os bolsos. Sugestao: pegar um dos becos adjacentes e observar as lojas mais simples e menos badaladas. Nunca vi tanta camisa bonita!
O Pantheon é um monumento que remonta aos inícios do Império Romano. Trata-se de um templo dedicado a todos os deuses da mitologia romana. É tao impressionante que Michalangelo disse que era "desenho dos anjos e nao humano". Sugestao: além de conhecer a história e os detales arquitetônico desse lugar, é obrigatório tomar um sorvete numa das tantas sorveterias da praça. Um delícia!



Fonte de Trevi. Uma jóia, uma preciosidade, uma coisa quase sobrenatural por ser tao bela. Quem quiser desfrutar bem, a sugestao é ir cedinho, quando a multidao ainda nao se aglomerou ao redor, tirando fotos e jogando moedinhas.




Esse é o melhor ângulo pra se ver e admirar o Coliseu. Há uma pracinha, uns banquinhos e uma vista maravilhosa. É só sentar e deixar o espanto estético tomar conta. Pura beleza! A maioria nem se dá conta desse cantinho...Passagem obrigatória pra quem visita Roma.

Tom e Joao Gilberto

Tom e Joao

Encontro de Joao Gilberto e Tom Jobim em 1992, 30 anos depois. Aqui, tocam e Joao Gilberto canta o hino Chega de Saudade. É emocionante. Divirta-se clicando aqui.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ordenaçao diaconal de Márcio, Dino e Alessandro








Itabunenses sao ordenados diáconos em Roma

No último dia 3 de maio, no Santuário La Scala Santa, situado na jurisdiçao do Vaticano, foram ordenados diáconos José Secundino Mendes Oliveira, Márcio Santos de Souza, naturais de Itabuna, e Alessandro dos Santos Alves, de Jequié. Os três receberm o 1º grau do sacramento da ordem, o diaconato, estando aptos, depois de um período de exercício do ministério, a se tornarem sacerdotes. Terao como missao celebrar batizados, distribuir a comunhao, assistir a casamentos, proclamar o Evangelho nas missas, e promover iniciativas em favor dos mais necessitados.

A cerimônia foi presidida pelo cardeal brasileiro Dom Cláudio Hummes, ex-arcebispo de Sao Paulo e atual Prefeito da Congregaçao para o Clero, departamento da Santa Sé, diretamente subordinado ao Papa, responsável por cuidar dos assuntos relacionados aos sacerdotes católicos do mundo.
Os novos diáconos sao membros da Congregaçao dos Padres Passionistas, que, em Itabuna, desenvolvem suas atividades na Paróquia Santa Maria Goretti, no Bairro Mangabinha. Há pouco mais de dois anos, os três religiosos vivem em Roma, onde realizam estudos de teologia.

Os dois itabunenses sao destacadas figuras em suas comunidades de origem. Márcio Santos teve importante participaçao na formaçao e animaçao dos grupos de jovens da comunidade católica do Bairro Lomanto. Estudou filosofia no Instituto de Teologia de Ilhéus (ITI) e está concluindo a graduaçao em Teologia pela Universidade Lateranense.

Secundino Mendes, popularmente conhecido por Dino, é do Bairro Sao Caetano, paroquiano de Santa Rita de Cássia, igreja na qual, desde cedo, iniciou e protagonizou diversas iniciativas de cunho eclesial e social. Teve passagem das mais destacadas na UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), seja como aluno do curso de Filosofia, seja como participante ativo do movimento estudantil na diretoria do DCE (Diretório Central dos Estudantes). Atualmente está concluindo mestrado em teologia também na Universidade Lateranense.

A partir de agora, os neo-ordenados exercerao suas funçoes na comunidade religiosa em que vivem e no Santuário La Scala Santa, que é um dos principais pontos de peregrinaçao de Roma, por albergar – segundo contra a tradiçao católica – a escada pela qual subiu Jesus Cristo ao ser levado à presença de Pilatos antes da crucificaçao, e que foi trazida a Roma, como relíquia, por Santa Helena, mae do Imperador Constantino, no ano de 326.

Entre dezembro próximo e janeiro de 2009, os religiosos serao ordenados padres, cada um em sua terra natal.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Lula em céu de brigadeiro

Charge - Amarildo (copiada do blog do Noblat)
O homem tá parecendo a massa de pao: quanto mais bate, mais cresce! Só resta à oposiçao mudar de estratégia.